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Kacá Versiani  estudou escultura em mármore em Cintra, 
Portugal, no Centro Internacional de Escultura, onde manteve 
atelier por 3 anos. Atualmente reside em Penedo onde esculpe 
o mármore em seu próprio atelier.


Ribaldi  externa seu bom gosto em mosaicos belissimos 
aliado a um extremo cuidado no acabamento. Existem outros 
artistas como Rodrigo-Tecelagem Javeh e Jare- que merecem 
nossa visita e admiração, sem deixar de citar o “Arte Por Toda 
Parte” que é um atelier e galeria de arte na Rua das Velas.

Da Matta expressa sua criatividade usando papel à partir da 
reciclagem e através da produção de papel oriundos de flores, 
grama, capim e outras fontes como substrato para quadros, móveis, 
painéis, tótens e  outras curiosas e intrigantes visões do artista.



Augusto Rodrigues  
O artista que amava Penedo e as mulheres

Augusto Rodrigues era uma dessas pessoas de quem o Brasil tinha orgulho e de quem Penedo também deve se orgulhar, por que ele trabalhou aqui grande parte dos últimos anos de sua vida, na sua casa, ao lado do antigo Clube Finlândia. Reconhecido mundialmente como um artista de primeira linha, Augusto gostava principalmente de desenhar mulheres - mais especificamente, cabeças de mulheres - e seu traço captava a sutileza e os mistérios do eterno feminino. Gostava também de registrar os movimentos da dança, do frevo do Recife, onde nasceu. Paisagens, pintava pouco. De Penedo ficou apenas um quadro a óleo do casarão colonial. Sua expressão artística era múltipla: poeta, chargista (ironizando sempre os poderosos), desenhista, pintor, jornalista e educador (fundou a Primeira Escolinha de Artes para crianças, difundindo essa idéia para o currículo do ensino normal. Em Penedo, pouco antes de sua morte, participou de algumas das primeiras reuniões da recém fundada Associação Pró-Natureza.

Com seu jeito amável, dava boas idéias para a defesa, do rio e das matas - e, na ocasião, os jovens fundadores da Pró-Natureza não sabiam que aquele pintor havia encabeçado uma luta vitoriosa, anos atrás, pela preservação do histórico Largo do Boticário, no Rio, que teria sido destruído quando da construção do túnel Rebouças. A casa de Augusto Rodrigues em Penedo é hoje habitada por seu filho, Antônio Carlos Rodrigues, que já presidiu a Associação Pró-Natureza e que pensa em transformar a casa, onde há um belo acervo de seu pai e de arte popular brasileira, num Museu. Antônio Carlos, no entanto, condiciona a abertura do Museu a uma maior luta da população pela preservação do lugar Nesta edição mostramos um pouco do trabalho e da história de Augusto Rodrigues Um pouco da história do pintor que anotava o cotidiano e que em Penedo trabalhava em seu atelier com vista para a serra. Augusto Rodrigues começou a vir para Penedo na década de 70, quando costumava se hospedar no hotel Vivenda Penedo, do também pintor e seu amigo Xavier.

E gostou tanto daqui, da história do lugar, da colonização finlandesa que contava também com bons pintores, da natureza exuberante da mata, que acabou comprando e reformando uma casa ao lado do antigo Clube finlandês, onde eram realizados os bailes. Ali montou um atelier com bela vista para a serra, trabalhou bastante e confraternizou com amigos como o jornalista Fernando Pamplona, o músico Turíbio Santos e tanta gente ligada ao mundo da arte que vinha se hospedar em sua casa. Ele era pernambucano de Recife, onde nasceu em 1913. Primo de Nelson Rodrigues e também parente da pintora e ilustradora Vera Rodrigues, que mora atualmente na Serrinha, caminho de Visconde de Mauá. Em 1933, com outros artistas, promoveu o I Salão de Arte Moderna de Pernambuco, e a partir de então passou a realizar exposições nas principais galerias do país, nos Museus de Arte Moderna das principais cidades e nas Bienais, além de em vários países da América latina e da Europa.

Em 1948 ha um marco importantíssimo em sua vida: ele funda e dirige a Escolinha de Arte do Brasil, no Rio, passando a irradiar a idéia de ensino da arte como parte fundamental da educação- tema que foi a grande paixão de sua vida. Os anos de 53 e 54 eles os passa na Europa, e participa ativamente, em Paris, na sede da Unesco, da Assembléia de fundação da "Sociedade Internacional para Educação Através da Arte". Ganhou muitos prêmios, participou ativamente da política cultural do país, dentre outros modos como membro do Conselho Nacional de Cultura. Foi ilustrador e caricaturista dos principais jornais do pais entre 34 e 60 e ainda escreveu alguma poesia. Resumo de Uma Visão Crítica Em 1980, o critico de arte Jacob Klintowitz escreve um estudo para um livro comemorativo dos 50 anos de atividade de Augusto Rodrigues. Transcrevemos aqui alguns trechos para que se tenha idéia de seu trabalho. Ao pensar sobre a diferença entre o traço do desenho e a pintura cromática, diz Jacob que "em Augusto Rodrigues a pintura e o desenho são de tal maneira integrados, no que possuem de características fundamentais, que a sua expressão artística pode ser analisada como um todo. E claro que, em alguns casos, existe a evidência do cromatismo ou da linha. Contudo, Augusto Rodrigues não busca o virtuosismo da linha ou das questões cromáticas. A sua busca é, ao contrário, a de realizar uma análise de vida cotidiana, realizar um registro e obter s suas lições de sabedoria". Em outro trecho, ao falar sobre a questão das fases de um artista, diz o critico: "No restrito circuito artístico. onde os pintores trocam de fase como de indumentária e onde a palavra "fase" adquiriu uma inegável conotação mercadológica - nova embalagem ! - Augusto Rodrigues é esta raridade: um artista sem fases. Até hoje a sua atenção concentrou-se em alguns assuntos. Frevo, mulheres, a história de Abelardo e Heloísa, naturezas mortas etc. Foram encontros e assuntos aprofundados.

Mas a sua maneira de trabalhar, a abordagem, não encontram particularidades e separações. E Augusto Rodrigues tem se dado ao prazer de retornar aos assuntos que lhe são caros. Há um poema seu especialmente significativo: "Que terrível é querer / diferençar entre o antes e o depois". Sobre a mulher, tema recorrente em Augusto Rodrigues, diz Jacob: " No seu trabalho a mulher é um ser absolutamente íntegro. Ela não e diferente do homem no seu estar no mundo, na sua realidade existencial (...) Augusto Rodrigues a observa interessadamente e quer registrar o seu mistério. (...) No seu registro não existe o olhar histórico e cultural do homem sobre a mulher. Existe apenas o olhar do homem sobre um ser humano. E por isso que a sua consideração e calma é repleta de compreensão. /...) A sua mulher é feita de humanidade, e mais lírica do que sensual. Não há o olhar do dono, mas a postura de um artista que pousa o olhar sobre os objetos que o cercam". Sobre seu trabalho de educador. "Percorria o Brasil e parte da América do Sul fundando escolinhas de arte e dizendo que, na aprendizagem, professor e aluno deveriam estar em perplexidade. Nada de verdades estabelecidas e de imposições. Aprender juntos, diante de dois mundos maravilhosos: o mundo da existência real e o mundo da criatividade humana. E a criatividade, a liberdade de tão difícil aprendizagem para o adulto, era a expressão natural do ser humano.

Cumpria não castra-la na criança (...) E foi esta sensação de liberdade, hoje um conceito tão claro e aberto no seu ideário, que o levou a ser colecionador de arte popular; a organizar exposições de arte infantil em tantos países europeus e sul-americanos e a fazer um trabalho pessoal composto de tanto sentimento e liberdade. De alguma maneira pode ser dito que Augusto Rodrigues fez uma anticarreira, deixou-se carregar pelos ventos e pelo amor e envolvimento com os seres e situações. O seu foi um caminho do ser em direção ao encontro que julgava principal, o encontro consigo mesmo. O que só pode realizar-se com o livre exercício de uma percepção que possuía e por um amor desabrido, um amor desabrido e total pela idéia de liberdade."
( Jornal Nariz da Índia Mar/Abr 2000).

  ARTESANATO FINLANDÊS DE PENEDO  

O artesanato finlandês de Penedo começou com os tapetes e tapeçarias tecidas nos teares manuais que as primeiras pioneiras finlandesas trouxeram consigo da Finlândia. Mais tarde o artesanato finlandês aumentou com os trabalhos em bucha vegetal, pintura em tecidos, velas, trabalhos em pedra e cerâmica, trabalhos em madeira e outras formas de artesanato.

TECELAGEM FINLANDESA
Os trabalhos em tear manual são muito difundidos na Finlândia. Nas décadas de 1950 e 1960, diversas senhoras, entre elas Maija Valtonen, Impi Jordan, Laura Suni e outras, começaram a vender seus trabalhos de tecelagem em pequenas lojas na frente de suas casas e deram início ao artesanato de Penedo.
Em seus teares elas fabricavam toalhas de mesa, jogos americanos, mantas, cachecóis, bolsas, tapetes e outros artigos para o lar. Os materiais utilizados eram bastante variados, além dos fios de algodão, linho e lã utilizavam sisal, ráfia, palha, bucha, taliscas de madeira, retalhos de tecido e todos os materiais que a imaginação permitisse. Hoje, ainda é possível encontrar artigos feitos no tear manual em diversos artesanatos de Penedo.
Na Finlândia a arte de produzir tapeçarias no tear manual é apresentada em diversas formas:

RYIJY
A tapeçaria tipo RYIJY é um dos trabalhos manuais mais tradicionais da Finlândia, onde vem sendo produzida há mais de 500 anos. O nome RYIJY se originou na palavra escandinava RYRU que significava pano grosso.
Os primeiros trabalhos utilizavam a lã nas cores naturais dos carneiros: branco, cinza e preto, mais tarde com o uso dos corantes vegetais começaram a aparecer o amarelo e alguns tons de vermelho, o verde e o azul eram pouco usados. Com o advento das anilinas os trabalhos passaram a ser executados em todas as cores.
Os desenhos usados na confecção do RYIJY  eram inicialmente os motivos geométricos como quadrados e diamantes, as cruzes e corações também eram muitos usados. Os motivos tradicionais finlandeses representando a árvore da vida, as flores, principalmente tulipas e centáureas, pássaros e as figuras humanas estilizadas também eram muito comuns. Entre os animais os mais representados eram o leão e o veado. Hoje em dia muitos artistas preferem os motivos abstratos que podem simbolizar as florestas, os lagos, o mar ou o inverno.
O RYIJY  era usado tradicionalmente na parede dos castelos como tapeçaria, como colcha ou cobertor na cama, no chão como tapete, como forro de sofás ou cadeiras e até como toalha nas mesas. O RYIJY  pode ser ao mesmo tempo um objeto moderno e tradicional e se adapta perfeitamente na decoração dos ambientes modernos, clássicos ou rústicos.
Além das tapeçarias pesadas de lã tipo RYIJY, os finlandeses produzem as tapeçarias chamadas RAANU, um tipo mais leve de tecido de lã, sempre feito  no tear manual.
Os desenhos da Carélia, região leste da Finlândia, ainda são muito usados como inspiração para o RAANU. As cores mais usadas eram o vermelho, preto e branco. Estes desenhos eram passados de mãe para filha, cada família tecia seus próprios desenhos, somente no início do século 20 os desenhos foram pesquisados em museus e reunidos em livros de trabalhos manuais.

TÄKÄNÄ
A tapeçaria TÄKÄNÄ é mais um tipo de trabalho finlandês feito com fios de lã no tear manual. Sua característica principal é o avesso com as cores invertidas, desta forma a tapeçaria pode ser usada dos dois lados, conforme sua preferência.

POPPANA
A POPPANA é mais um tipo de tapeçaria finlandesa tecida no tear manual. O urdume, ou seja o conjunto de fios longitudinais do tecido, é feito com fios de algodão. A trama ou conjunto de fios transversais do tecido, é feita com finas tiras de tecido de algodão cortadas enviesadas. O resultado é uma textura macia e agradável que pode ser usada em tapeçarias e muitos outros artigos.
Uma variação do POPPANA são os tapetes para o chão, feitos com urdume de fios de algodão e trama de tiras largas de diversos tipos de tecido. Os tecidos de diversas cores e padrões podem ser combinados em tiras formando um belo efeito conforme a criatividade da tecelã. Muitas mulheres finlandesas aproveitam as roupas e tecidos velhos para tecer tapetes para suas casas. Os tapetes coloridos tecidos pelas pioneiras finlandesas de Penedo sempre foram um grande sucesso nas lojas de artesanato.

ARTESANATO EM BUCHA
Diversas famílias finlandesas como os Toro, Tammela e outros, se dedicaram a plantar, colher e trabalhar a bucha durante as décadas de 1950 a 1970.
A bucha era colhida, seca, cortada, tingida, passada a ferro ou prensada e costurada para ser transformada em objetos diversos como bonés, chapéus, bolsas, chinelos, bonecas e outros brinquedos, tapetes e capachos, esfregões e luvas para banho.
Infelizmente os descendentes dos finlandeses não continuaram este trabalho e o artesanato em bucha não é mais vendido em Penedo.

KYNTTILÄ - VELA
As velas são fabricadas com cera, sebo ou outro produto que queima lentamente e um pavio fibroso. Elas estão entre as invenções mais antigas da humanidade, conforme pode ser observado pelos castiçais encontrados  no Egito e Creta datando de pelo menos 3000 AC. Durante a Idade Média as velas de sebo eram muito usadas na Europa.
No século 19, foi produzida a estearina, com a qual foi possível fabricar velas de qualidade superior.  Novos processos para fabricação de velas surgiram rapidamente. Foram encontrados mais dois materiais adequados: o espermacete das baleias e a parafina derivada do petróleo. Um composto de parafina e estearina se tornou o material básico para velas. As velas modernas são produzidas com ampla variedade de cores, formatos e tamanhos. As vezes se adiciona cera de abelha e essências perfumadas. Atualmente as velas são usadas para fins cerimoniais, religiosos ou decorativos, quem não aprecia um elegante jantar com luz de velas?
Os finlandeses apreciam as velas porque sua chama transmite uma sensação de calor e conforto durante as longas e escuras noites de inverno. A árvore de Natal finlandesa é sempre um pinheiro natural decorado com velas que são acesas na véspera de Natal. Luzes coloridas que piscam nunca são vistas em uma verdadeira árvore de natal finlandesa.
As velas começaram a ser fabricadas em Penedo na década de 1960, pelo casal Martti e Aili Aaltonen conforme as tradições finlandesas. As velas artesanais continuam sendo fabricadas pelos descendentes dos finlandeses conforme a técnica deixada por Martti e Aili e podem ser encontradas nas lojas de artesanato de Penedo.

PINTURA DE TECIDOS
A arte da pintura em tecidos foi iniciada em Penedo na década de 1970, pela artista finlandesa Birgo que, embora tenha permanecido pouco tempo em Penedo, nos deixou sua arte de pintar e estampar tecidos com motivos tradicionais finlandeses.
Diversas senhoras finlandesas tais como Eva, Helkka e Maarit, Maire, Impi e outras, continuaram o trabalho de pintura de tecidos iniciado por Birgo.        Os motivos utilizados nas pinturas são os desenhos tradicionais finlandeses que eram usados nos bordados das roupas e tecidos antigos na Finlândia.
Outra técnica de pintura em tecido surgida em Penedo é o Batik de folhas utilizando folhas verdadeiras dos jardins de Penedo, os primeiros trabalhos neste gênero forma produzidos por Eva Hildén.
As pinturas artesanais finlandesas continuam sendo executadas em Penedo, pelos finlandeses e seus descendentes e podem ser encontradas em algumas lojas de artesanato.

ORIGEM DOS MOTIVOS FOLCLÓRICOS FINLANDESES
Os motivos decorativos das diversas culturas do mundo são bastante parecidos, afinal todos têm a mesma origem. Os motivos de flores, pássaros e árvores da vida usados com freqüência na Finlândia, já eram usados no Egito antigo de onde aparentemente se difundiram para a Pérsia e depois para a Europa e a Rússia. A Finlândia recebeu influência da Europa e da Rússia, a Carélia, região leste, foi mais influenciada pela Rússia e a região oeste recebeu mais influência da Europa.
As mulheres finlandesas descreviam a sua vida e a história de sua família em seus bordados, compondo verdadeiros poemas. Grande parte dos motivos folclóricos são tirados da natureza.
As cruzes representam as orações e preces pela família e pelos amigos. Um ornamento muito comum é a HAKARISTI ou VÄÄRÄPÄÄ, um quadrado cercado por uma cruz, representando o sol como a origem da vida, a fertilidade e o sucesso.
A HANNUNVAAKUNA, uma cruz com braços do mesmo comprimento, com origem na Cruz de Santo Hans da Suécia, bastante usada na heráldica. Esta cruz aparece nos vasos gregos do século 8 AC, nos tecidos egípcios do ano 300, e  nos trabalhos bizantinos. A KANNUKSENPYÖRA, estrela com oito pontas aparece nas tapeçarias coptas do ano 600.
Os animais mais representados são as aves, especialmente o pavão e a águia, na Finlândia os preferidos são as aves locais:

O METSO
é a ave mais bonita das florestas nórdicas com a cauda em forma de leque, simboliza o mensageiro dos deuses, a alegria de viver, a liberdade, a esperança. As outras aves representadas nos bordados são o TEERI, KUKKO ou galo e KÄKI ou cuco. Enquanto as carelianas bordavam cantavam: "Helkyttele hietarinta! Vie viesti ilmojen perille!" - "Gorjeia minha avezinha prateada! Leva minha mensagem de agradecimento para o céu".
Outros animais são cavalos, leões e animais lendários como dragões. As aves com cauda levantada como os pavões aparecem pela primeira vez na Pérsia nos anos 800 – 900 e tornam-se comuns na Rússia, Hungria e nos Alpes. A ave com cauda aberta estendida para trás e asas abertas é mais comum na Finlândia.
A composição onde dois animais aparecem frente a frente aparece no Egito no 500 e nos leões micenos do ano 1250 AC. Com o tempo muitos animais representados aos pares acabaram se fundindo em um animal de duas cabeças, que teria força e poder em dobro, como a águia de duas cabeças usada na heráldica. Na Finlândia as aves são mensageiras da felicidade. Na Igreja uma ave representa o Espírito Santo. Para muitos povos a alma dos falecidos é um pássaro que pode visitar os vivos.
Os cavalos eram usados na Pérsia nos anos 600-700. Muitas vezes os cavalos eram representados com os cavaleiros montados, as vezes levavam falcões de caça nas mãos. Para muitos povos os mortos eram levados para o outro mundo montados em cavalos. As figuras se modificam com o tempo e na Finlândia aparecem figuras de homens montados em pássaros. As figuras humanas também podem se confundir com a montaria dando origem a seres fantásticos, meio homem, meio animal.
Os motivos de plantas foram usados nos tecidos do Oriente. O lírio ou flor de lis é muito usado por muitos povos. Na Finlândia a árvore da vida representada entre duas aves é muito comum. As vezes a figura humana representada entre as aves ou animais se modifica com o tempo e acaba se transformando em uma árvore.

ELÄMÄNPUU
Significa ÁRVORE DA VIDA e simboliza a vida eterna, o desejo de elevar-se às alturas, para o céu, embora, as vezes, alguns galhos apontem para o terra simbolizando as tristezas da vida.
Estes desenhos eram usados pelas mulheres da Carélia para decorar as toalhas chamadas de KÄSPAIKKA, usadas como toalhas de mão para as visitas e como decoração nas casas e nas igrejas carelianas. O enxoval de uma moça careliana incluía de 30 a 40 toalhas, mas o enxoval de uma moça rica podia incluir até 60 toalhas, todas diferentes e cuidadosamente decoradas com bordados e rendas feitos à mão.

KIRJONTA - BORDADO
O bordado, KIRJONTA em Finlandês, é usado por todos os povos para decorar roupas e tecidos. O bordado dá valor ao vestuário, é somado às jóias como mostra de riqueza, talento e beleza.
Na Finlândia os bordados e outras decorações já eram usados na antigüidade. Os trajes da região leste da Finlândia, a Carélia, eram especialmente ricos em bordados de diversos tipos. Na região oeste os bordados eram mais usados para decorar roupa de cama, mesa e banho, os bordados nas roupas eram menos comuns.
Na Carélia os bordados foram muito usados e desenvolvidos ao ponto de serem considerados como uma forma de arte junto com a poesia e a música. As mulheres carelianas contavam sua vida e a toda a história de sua famílias em seus bordados. Os desenhos eram passados de mãe para filha através das diversas gerações.
Os materiais usados nos bordados eram os fios de linho, seda, lã e algodão. As cores mais usadas eram o bordado vermelho ou azul sobre tecido de linho branco, mas outras cores também podem ser encontradas.


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